Placas de Memória resgatam as origens históricas de Colinas e a devoção a Nossa Senhora da Consolação, em 194 anos de fé e devoção de um povo

O dia 08 de dezembro de 2024, dia consagrado à Padroeira de Colinas, Nossa Senhora da Consolação, foi marcado por muitas manifestações de fé em comemoração aos 194 anos da tradicional Devoção, aos 154 anos do acontecimento dos Festejos da Padroeira, e aos 138 anos da criação da Paróquia de N. S. da Consolação.
Data em que também se comemorou o Primeiro Aniversário da Lei Estadual nº12.143, de 08 de dezembro de 2023, fruto de um Projeto de Lei do Deputado Estadual Rodrigo Lago, e honrosamente sancionada pelo Governador Carlos Brandão, a qual eleva os Festejos de Nossa Senhora da Consolação de Colinas à condição de Patrimônio Cultural do Estado do Maranhão, reconhecendo sua singularidade e relevância cultural, e incluindo-o no calendário oficial de eventos culturais do Maranhão.
A elevação ao distinto título de Patrimônio Cultural do Estado do Maranhão concedido aos Festejos da Padroeira de Colinas, só foi tecnicamente possível pela minuciosa e rica pesquisa histórica realizada pelo renomado e competente pesquisador, historiador e escritor colinense Prof. Paulo Eduardo M. de Sousa Pereira (Prof. Paulinho Meneses) que consta em seu primeiro livro “O Campanário da Padroeira: subsídios para a história de Colinas”, publicado em 2012, a qual descortinou todo o processo de fundação de Colinas, diretamente ligado á devoção a Nossa Senhora da Consolação, proprietária das terras onde se ergueu a cidade. Assim, o livro citado foi o que deu fundação teórico-científica para a elaboração do projeto de Lei.
Como forma de dar maior visibilidade e acesso às informações históricas do município, o Prof. Paulinho idealizou as Placas de Memória, intituladas por ele de “Nótulas Históricas”, em parceria com a Paróquia de Colinas, na pessoa de seu pároco – Pe. Edson Ikeda. As Placas de Memória foram explanadas em alusivo discurso do referido historiador colinense Prof. Paulinho Meneses Pereira, na Missa Solene da Padroeira, dia 08 de dezembro, sendo procedido os ritos de benção e entronização pelo Padre Edson Ikeda, na presença de Dr. José Henrique Brandão, Dr. Marcus Brandão e Drª Audréia Noleto, na ocasião, representando o Excelentíssimo Governador Carlos Brandão, e perante todos os fiéis devotos ali presentes no adro da matriz.
Na primeira Placa “Nótula Histórica” traz-se um resumo histórico do nascimento do Catolicismo em Colinas, desde a ereção da capela do Arraial do Príncipe Regente (1807), passando pela capela da fazenda Picos (1830) até a construção da Igreja Matriz atual, concluída em 1878. O nobre historiador colinense também destaca em seu texto personagens e momentos históricos relevantes, e até então desconhecidos, para a compreensão da história local, bem como da influência da Igreja Católica no povoamento e desenvolvimento de Colinas.
A segunda Placa “Cronologia Histórica Sacerdotal” traz-se o resultado de um exaustivo trabalho de pesquisa de oito anos, dedicados pelo historiador Prof. Paulinho Meneses que, num trabalho tido como pouco possível, através de visitas a vários arquivos da Igreja Católica, conseguiu recompor o elenco de todos os padres que por aqui excarceram suas funções sacerdotais desde o ano de 1837 até o presente ano de 2025.
As placas de memória foram em sua composição adornadas por desenhos sacros de autoria do historiador Prof. Paulinho Meneses, e afixadas na nave -mor da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Consolação para que todos tenham acesso ao conhecimento da belíssima história cultural de Colinas.
O objetivo primordial é a preservação da memória histórica colinense, principalmente valorizando os personagens que nestas abençoadas terras dedicaram seus esforços e trabalhos na difusão e fortalecimento da fé cristã pela sua atuação pastoral ou leiga, zelando pela manutenção das tradições da cultura religiosa sertaneja, em especial dos Festejos de Nossa Senhora da Consolação, em reconhecimento e gratidão.
A modalidade do texto histórico exposto em placas torna mais acessível a esses conhecimentos a um fiel ou a um simples visitante que adentre a igreja matriz. É um instrumento didático para que a comunidade conheça, se aproprie e preserve o que há de mais belo e significativo de um povo honroso que são as suas referências históricas e culturais, as quais devem ser ensinadas e passadas de geração a geração de modo que não morra jamais a sua tradição, e seu rico acervo do Patrimônio Histórico e Cultural não seja apagado, pois povo sem memória é povo sem identidade, é povo alienado. As Placas de Memória, porquanto, são um presente perpétuo à comunidade colinense, fomentando a pesquisa pelos estudantes, valorizando seu Patrimônio Cultural, difundindo e perenizando sua memória histórica para esta vindouras gerações!
Autor: Professor Paulo Eduardo Meneses
