De como a família Brandão concentra poder e não cumpre acordos políticos…

A concentração de poder dentro da família do governador Carlos Brandão tornou-se uma das principais marcas do governo. Ao mesmo tempo em que os principais espaços permanecem sob influência direta de familiares ou de pessoas de extrema confiança do grupo, a família também acumula episódios de acordos políticos que acabaram não sendo cumpridos.

O resultado é um modelo de poder cada vez mais fechado em torno do núcleo familiar, com pouca disposição para compartilhar espaços estratégicos com aliados. Deixaram de ler Maquiavel.

No centro dessa estrutura está Marcus Brandão, irmão do governador, e sua esposa, Audréia Noleto, apontados como figuras de maior influência dentro do governo. Sob a órbita do casal estão áreas estratégicas como Educação, Saúde, Comunicação e Cultura.

A lógica é simples: quando um cargo não é ocupado diretamente por alguém da família, a preferência recai sobre pessoas que já trabalharam com o grupo e gozam de absoluta confiança. “Alguém da cozinha deles”, como bem disse um vereador da cidade de Colinas aliado da família.

É nesse contexto que aparecem nomes como Liliane Neves, na Saúde, Jandira Dias, na Educação, e ainda Iêda Aragão – adjunta da Cultura, mas que manda mais do que o titular – ambas próximas de Audréia. Na prática, o controle político das secretarias ultrapassaria a relação formal entre governador e secretários, concentrando decisões no núcleo familiar.

Do outro lado da estrutura está José Henrique Brandão, ex-prefeito de Colinas por duas vezes e irmão do meio do governador. A ele são atribuídas fortes influências sobre a SINFRA, a SEPLAN e o Porto do Itaqui.

Na SEPLAN, até abril deste ano, o comando estava nas mãos de Vinícius Ferro, genro de José Henrique, que deixou o cargo para disputar uma vaga de deputado federal. Já o Porto do Itaqui, uma das estruturas mais estratégicas e cobiçadas do Estado, é administrado pela EMAP, atualmente sob o comando de Oquerlina Costa, que vem a ser uma ex-secretária de José Henrique.

A fotografia do governo, portanto, revela uma característica evidente: os espaços mais importantes estão concentrados entre familiares, parentes e pessoas com ligações quase que umbilicais com a família, geralmente um ex-empregado.

A concentração familiar seria apenas uma característica administrativa se não estivesse acompanhada de outro problema: a dificuldade de cumprir acordos políticos.

Nesse sentido, um dos dos primeiros episódios ocorreu exatamente em 2022.

Naquele ano, Flávio Dino, então governador e candidato ao Senado, articulou a união entre Carlos Brandão e Othelino Neto, que presidia a Assembleia Legislativa. O acordo previa o apoio de Othelino à candidatura de Brandão, em troca da continuidade de Othelino na presidência da Assembleia a partir de 2023. Também fazia parte da composição a indicação de Ana Paula Lobato, esposa de Othelino, como primeira suplente de Dino na disputa pelo Senado.

Othelino abandonou a candidatura de Weverton Rocha (aqui ninguém aparta!) e passou a apoiar Brandão. Depois da vitória eleitoral, porém, o compromisso em relação à presidência da Assembleia não foi mantido. Brandão apoiou a candidatura de Iracema Vale, que acabou assumindo a presidência da Casa e entregando o comando direto ao Marcus Brandão, que virou um tal de diretor de Relações Institucionais com poder de mando até sobre a própria presidente.

Outro episódio citado nos bastidores envolve Colinas, cidade de origem da família Brandão. Segundo a articulação política estabelecida entre as famílias Brandão e Barroso, o grupo ligado ao deputado federal Márcio Jerry teria ajudado os Brandão nas eleições municipais de 2016 e 2020. Em contrapartida, os Brandão apoiariam um nome dos Barroso na eleição municipal de 2024.

O compromisso, entretanto, não foi cumprido. Em vez de apoiar um integrante da família Barroso, no caso o vice-prefeito João Haroldo, o grupo Brandão, mesmo já de posse do Estado todo, lançou um nome de sua própria confiança para disputar a Prefeitura, o caso o ex-empregado da família Renato Santos.

O caso mais importante, porém, é o rompimento da composição que envolvia o vice-governador Felipe Camarão. A aliança estabelecida na sucessão de 2022 previa que Carlos Brandão deixaria o governo para disputar o Senado, permitindo que Camarão assumisse o Palácio dos Leões e disputasse a reeleição de 2026 como candidato do grupo, como fez Brandão em 2022.

Em vez de entregar a sucessão ao vice-governador, os Brandão, leia-se Marcus Brandão, preferiram trabalhar pela candidatura de Orleans Brandão, filho de Marcus Brandão, para o governo do Estado. Orleans, então com 30 anos e sem experiência anterior em mandato eletivo, passou a ocupar o centro do projeto político da família.

A escolha sintetiza a lógica que vem sendo apontada pelos adversários do grupo: quando chega a hora de dividir o poder com um aliado, prevalece a opção por alguém da própria família.

Mas o projeto familiar não se limita a Orleans. Mariana Brandão, filha de Marcus Brandão, ocupa atualmente a vice-prefeitura de Paço do Lumiar. Assim, em poucos anos, o sobrenome Brandão passou a ocupar posições estratégicas em diferentes níveis da estrutura política maranhense.

É justamente essa expansão que alimenta a crítica de que o grupo estaria transformando o governo em uma espécie de condomínio familiar, no qual os principais espaços são distribuídos entre parentes e pessoas de confiança.

Dentro desse cenário, Marcus Brandão aparece como uma das figuras centrais. Conhecido nos bastidores por seu temperamento explosivo e por exercer forte influência sobre o irmão governador, Marcus é apontado por adversários como um dos principais responsáveis pela mudança de rota em relação aos antigos acordos políticos.

Foi ele, segundo essa avaliação, quem resistiu à manutenção de Othelino na presidência da Assembleia, e quem teria participado da decisão de não cumprir os acordos com os Barroso, e quem ainda mais pressionou para que o projeto eleitoral da família fosse levado adiante com Orleans Brandão, seu filho, como candidato ao governo.

Ao lado da esposa Audréia Noleto, Marcus passou a representar o núcleo mais influente da família dentro do Palácio dos Leões. O problema para os Brandão é que a mesma estratégia que fortalece o controle interno pode produzir isolamento político externo. Quanto mais espaços são concentrados na família, menor tende a ser o espaço reservado aos aliados. E quanto mais acordos são rompidos, maior é a dificuldade de construir novas alianças.

A questão que começa a se colocar no cenário político maranhense é justamente essa: até onde um grupo consegue avançar mantendo o poder concentrado dentro da própria família e, ao mesmo tempo, dispensando antigos aliados?

Para os críticos do governo, a resposta já estaria sendo dada pela própria trajetória recente dos Brandão: o grupo não apenas concentra poder — teria também dificuldade de dividi-lo quando chega a hora de cumprir os acordos que ajudaram a construí-lo.

Com as recusas de Iracema, Neto e Duarte, Brandão ressuscita defunto Edivaldo…

Os Brandão tentaram emplacar a deputada Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa, como vice do reborn da família Orleans Brandão. Ela recusou de pronto. Depois sondaram o também deputado estadual Neto Evangelista que também recusou a oferta. E por último chegaram a fechar com o deputado federal Duarte Júnior que, após alguns alertas de amigos, também recusou e disse que vai concorrer ao Senado.

Duarte fez algumas exigências pra topar ser vice de Orleans, sendo a principal delas a Secretaria de Segurança Pública com Justiça e Procon tudo dentro. Os Brandão toparam de cara, o que já teria deixado Duarte desconfiado.

Acordo sacramentado, faltava marcar a data do anúncio. Marcus Brandão, irmão do governador, pai de Orleans e também coordenador de tudo da pré-campanha do filho, teria ligado na quarta-feira à noite para alinhar o anúncio que seria neste sábado. Do outro lado da linha um Duarte mais cauteloso que no primeiro encontro teria dito: “um momento, amigo Marcus, só terminar aqui uma reunião com uns assessores e já te retorno”. Não só não retornou como na reunião não eram assessores, mas sim Marcio Jerry e Othelino. Os dois teriam aberto a cabeça de Duarte sobre os riscos que teriam um acordo com Brandão.

Marcio Jerry teria elencado todas as trairagens de Brandão desde que entrou na política, principalmente as que foram vitima sua família. Jerry falou do acordo de 2016 para apoiar a candidata dos Brandão em Colinas – que não foi cumprido pelos Brandão, que seria colocar o irmão João Haroldo nas eleições de 2020 – e falou também do não cumprimento do acordo repactuado para 2024, quando novamente não foi cumprido e eles em vez de apoiar João Haroldo optaram por um ex-empregado da família.

Na vez do alerta de Othelino ele começou pela traição mais recente: o não cumprimento do acordo feito em 2022 para apoiar Felipe Camarão agora em 2026, depois falou da traição da qual ele em pessoa foi vítima, também de 2022, quando decidiu apoiar Brandão em troca do apoio do governador para que ele permanecesse na presidência da Assembleia Legislativa. Como se sabe, Brandão preferiu apoiar Iracema Vale em em vez de Othelino. “Não cumprem acordos e são traidores. Traíram a mim, traíram o companheiro Othelino, traíram Flávio Dino e vão te trair. Eles carregam o vírus da traição”, teria dito Marcio Jerry.

Ao lado da esposa Karen que até outro dia era dona do Procon, Duarte Jr nem pensou duas vezes, pegou o celular e começou a gravar um vídeo dizendo que não seria candidato a vice de Orleans, mas sim candidato ao Senado.

Com a terceira recusa, os Brandão então partiram por plano D, que era o ex-prefeito da Capital, o insosso Edivaldo Holanda Jr. Deitado em berço nada esplêndido da política desde 2022, quando ficou em quarto lugar em São Luís, com menos de 10% dos votos, ficando atrás Lahésio e Weverton, Edivaldo pretendia retornar à cena política este ano quando iria disputar uma vaga para a Assembleia Legislativa.

Ao ser ressuscitado pelos Brandão, Edivaldo Jr viu nisso também uma tábua de Salvação. Sentindo-se importante pelo convite, o ex-prefeito da Capital ousou até fazer alguma exigência aos coronéis de Colinas: quer o apoio do governo para tentar voltar à prefeitura em 2028.

Os Brandão, claro, como sempre fazem, prometeram que sim, que Edivaldinho terá tudo o que quiser, apoio, dinheiro, a prefeitura, o diabo.

Marcus, o Brandão mais afoito, ao lado da esposa, a espalhafatosa Audréia, sentou-se no mesmo sofá que Edivaldo e, com uma mão sobre os ombros do ex-prefeito, jurou por Deus que cumpriria todos os acordos feitos ali.

O problema mesmo foi a outra mão jogada para trás e os dois dedinhos cruzados…

Vice-prefeito de Loreto declara apoio a Adelson Filho e Alessandro Costa

O cenário político de Loreto ganhou um novo capítulo nesta semana com a declaração de apoio do vice-prefeito Luís Filho a Adelson Filho e Alessandro Costa.

Luís Filho, uma das principais lideranças políticas do município, oficializou seu apoio durante um encontro com os dois líderes, reforçando seu compromisso com projetos que visam o desenvolvimento de Loreto e o bem-estar da população.

“O meu apoio a Adelson Filho e Alessandro Costa é fruto de diálogo, alinhamento de ideias e compromisso com uma gestão participativa, que escuta o povo e trabalha de forma transparente. Loreto precisa avançar, e acredito que essa é a melhor escolha para o futuro do nosso município”, afirmou o vice-prefeito.

Adelson Filho e Alessandro Costa agradeceram o apoio e destacaram a importância da união com lideranças locais na construção de um projeto político sólido e voltado para as reais necessidades da população.

A adesão de Luís Filho ao grupo reforça ainda mais a articulação política em torno dos nomes de Adelson e Alessandro, e deve repercutir fortemente nas eleições de 2028.

Portal da Câmara Municipal de Colinas ganha Selo Diamante em transparência

O Portal da Câmara Municipal de Colinas conquistou a mais alta certificação em transparência pública: o Selo Diamante, concedido após o órgão atingir nota máxima em avaliação de acesso às informações e prestação de contas.

A conquista é resultado do trabalho liderado pela presidente da Casa, vereadora Karol do Júnior Costa, que destacou o compromisso da atual gestão com a transparência.
“Tudo aqui é transparente, todos os gastos com o que há de mais barato ao produto mais caro, folha de pagamento de pessoal, tudo”, afirmou a presidente.

Karol do Júnior Costa ressaltou ainda que esse feito coloca a Câmara Municipal de Colinas em posição de destaque no cenário estadual. “Outras câmaras municipais do Estado também atingiram essa nota, a exemplo de Mirador, João Lisboa e outras. Para nós, de Colinas, é uma gratificação, uma honra saber que estamos no caminho certo”, frisou.

O desempenho positivo é fruto do empenho conjunto da equipe da presidência, composta pelos assessores diretos Lamark Cristiny (jurídico); Gustavo Macedo (contador); Letícia (procuradora); Antonio Jorge (digitador); Alex Teixeira (secretário-geral); Antonio Carlos (portal); Jerônimo (licitação); além dos auxiliares Hugo e Erinalda.

Com o Selo Diamante, a Câmara Municipal de Colinas se consolida como referência em gestão pública transparente, reforçando o compromisso de aproximar o cidadão das ações legislativas e garantir acesso facilitado a todas as informações do Poder Legislativo municipal.

Ensina Leo do Banco! – Em menos de 8 meses, prefeito de Jatobá realiza mais obras que gestão anterior em quatro anos

A cidade de Jatobá vive um novo momento administrativo. Em menos de oito meses à frente da Prefeitura, o prefeito Léo do Banco já conseguiu superar em números e qualidade o que não foi feito durante os quatro anos da gestão anterior, comandada por Robertinho, marcada por críticas e apontada por muitos moradores como um período de desgoverno pior que Jatobá ja viveu.

Atualmente, Jatobá conta com mais de 12 obras em andamento. O volume de investimentos e a velocidade das ações têm chamado a atenção da população, que destaca nunca ter visto tantas frentes de trabalho acontecendo ao mesmo tempo na história do município.

Na área da saúde, o salto é considerado histórico. Nesta terça-feira (27), foi inaugurado o mais moderno sistema de raio-x digital da região, com emissão imediata de laudo, o que facilita o diagnóstico dos médicos e garante mais rapidez no atendimento aos pacientes. Além disso, a cidade agora conta com uma sala de eletrocardiograma, serviço inédito em Jatobá.

Diante desse cenário de avanços, a oposição local tem encontrado dificuldades em formular críticas consistentes à atual gestão. Enquanto isso, a população comemora a transformação em áreas como infraestrutura, saúde e serviços básicos.

Com pouco tempo de governo, Léo do Banco já consolidou sua administração como uma das mais produtivas da história de Jatobá, quebrando paradigmas e trazendo esperança de dias melhores para a população.

Marcus Brandão e Márcio Jerry: dois colinenses, dois caminhos e um ressentimento

No Maranhão político há figuras que gritam — e há figuras que constroem. É nesse contraste que encontramos dois filhos da mesma Colinas: Márcio Jerry, deputado federal do PCdoB, e Marcus Brandão, empresário discreto e consolidado, irmão do governador Carlos Brandão e presidente do MDB estadual. Os dois devem ter a mesma faixa etária de idade e devem ter se encontrado muito ali pela Rua do Cancão, já que o destino também os fizeram vizinhos.

Ambos começaram cedo. Em 1985, Márcio Jerry posava magro e sorridente na sede do Diretório Central dos Estudantes da UFMA. Era o tempo do grito estudantil, do sonho socialista, das rodas de debate e do adesivo do PT na mochila. Já Marcus, em 1990, aparece em um calendário comercial de fim de ano — engravatado, à frente da própria empresa, vendendo arroz e representando gente que trabalhava de sol a sol. Enquanto um descobria a retórica, o outro descobria a fatura.

O tempo passou. Jerry se aproximou do então juiz Flávio Dino e seguiu pela trilha do poder político institucional — foi secretário, articulador de governo e chegou à Câmara dos Deputados. Já Marcus seguiu no privado, no anonimato dos bastidores, no trabalho duro, gerando emprego e renda. Não ocupou cargos públicos, mas construiu uma rede sólida de respeito e influência política — coisa rara para quem não vive de holofote.

O curioso é que, apesar de toda essa diferença de estilo, um parece obcecado pelo outro. Márcio Jerry mal disfarça sua antipatia visceral pelo grupo Brandão. Mas a pergunta é: por quê?

A resposta está menos na política e mais no espelho. Porque Jerry, que passou a vida acusando “oligarquias” e “burgueses”, se incomoda profundamente com a existência de um Brandão que nunca precisou da política para existir. Marcus, mesmo tendo o “berço de ouro” como origem – seu pai, Carlos Orleans Brandão, era médico, foi prefeito, deputado estadual, secretário de Estado da Saúde e por fim conselheiro do Tribunal de Contas do Estado – nunca disputou eleição. Nunca precisou de cargo. E, ainda assim, tem mais poder político que muito medalhão com mandato.

Jerry, que gosta tanto de falar de “mérito popular”, foi derrotado em sua própria cidade natal. Tentou eleger aliados. Nem a irmã conseguiu virar vereadora em Colinas. Já Marcus, sem microfone, sem grito, com uma calma quase irritante, consolidou o nome do irmão como governador — e hoje articula o tabuleiro da sucessão com naturalidade de quem tem café no bule.

O deputado não odeia Marcus pelo que ele faz. Odeia pelo que ele representa: a vitória silenciosa do trabalho constante sobre o barulho da teoria.

No fim, Jerry continua discursando para meia dúzia de militantes cansados, enquanto Marcus, de camisa branca e fala serena, segue costurando apoios, elegendo prefeitos e liderando o partido que um dia foi da velha guarda — e hoje comanda o futuro.

Colinas assiste tudo. Uma cidade que pariu dois projetos de poder: um de grito, outro de ação. E como a política não perdoa vaidades frustradas, o ressentimento virou crônica. E, convenhamos, uma crônica bem previsível.

Braide pode desistir de governo se Orleans ultrapassá-lo nas pesquisas até dezembro

Nos bastidores da política maranhense uma movimentação importante começa a ganhar força: o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pode desistir de disputar o governo do Estado em 2026.

A condição? Que o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, o ultrapasse nas pesquisas até dezembro deste ano.

Braide já liderou com folga as intenções de voto — chegou a ter entre 30% e 40%. Mas hoje, segundo levantamentos recentes, aparece com menos de 30%, enquanto Orleans vem crescendo mês a mês: saiu de apenas 2% no início do ano para cerca de 20% agora, ocupando o segundo lugar e se aproximando rapidamente do prefeito.

Especialistas dizem que o cenário de empate técnico entre os dois pode se confirmar nos próximos meses. E se Orleans ultrapassar Braide até o fim do ano, o gestor pode preferir seguir à frente da Prefeitura de São Luís, onde comanda um orçamento anual de mais de R$ 6 bilhões, a arriscar tudo numa eleição incerta, onde já não entra como favorito.

O recuo de Braide – já apontado como fato por alguns auxiliares direto do prefeito, caso as próximas pesquisas confirmem empate técnico ou mesmo a dianteira de Orleans – torna Lahésio Bonfim o principal adversário de Orleans Brandão.

Orleans, por sua vez, segue em ritmo acelerado, com presença constante em todas as regiões do estado, e crescendo não só nas pesquisas, mas também entre prefeitos, lideranças e formadores de opinião.

A disputa de 2026 pode estar prestes a mudar completamente de cenário — e Orleans, ao que tudo indica, está pronto para assumir o protagonismo.

Mais esportes: Marcos Frazão emplaca projeto que valoriza pipas em São José de Ribamar

A Câmara Municipal de São José de Ribamar aprovou por unanimidade, nesta terça-feira 01/07, o projeto de lei de autoria do vereador Marcos Frazão que reconhece a soltura de pipas como esporte no município. A proposta recebeu apoio entusiasmado dos demais parlamentares e foi acompanhada de perto por praticantes da modalidade e organizadores de campeonatos, que ocuparam as galerias do plenário.

O projeto estabelece diretrizes para a prática segura da atividade, incluindo a obrigatoriedade de áreas apropriadas e a proibição do uso de materiais cortantes, como o cerol. A iniciativa visa estimular a prática esportiva de forma segura e organizada, além de valorizar uma manifestação cultural tradicional entre crianças, jovens e adultos ribamarenses.

Em seu discurso durante a votação, Frazão agradeceu o apoio dos colegas e ressaltou a importância social e econômica da medida:
“Peço que aprovem este projeto para colorirmos o céu de São José de Ribamar com oportunidades. Os campeonatos de pipas geram movimentação no comércio local, fortalecem os laços comunitários e abrem espaço para o esporte e a cultura popular.”

A proposta aprovada é mais um reflexo das bandeiras defendidas pelo parlamentar, que tem se destacado por iniciativas voltadas à promoção do esporte e da cultura como ferramentas de inclusão e desenvolvimento social.

Com aumento anunciado por Brandão, subsídio do soldado passa a ser o 3⁰ maior do Brasil e o 1⁰ do Nordeste

O reajuste anunciado nesta segunda-feira (30) pelo governador Carlos Brandão (PSB) para todos os níveis da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMA), que chega a 20%, garante ganho salarial significativo às forças de Segurança. Com esse aumento, o subsídio do soldado passa a ser o 3⁰ maior do Brasil e o 1⁰ do Nordeste.

A remuneração do quadro de praças (de soldado a subtenente) passa a ocupar, na média, a 6ª posição nacional e a 2ª posição no Nordeste. Já o subsídio do quadro de oficiais (aspirante a coronel) passa a ocupar, na média, a 13º posição no ranking nacional e a 3ª no ranking do Nordeste. E o Maranhão passa de 17º para 11º no ranking nacional e para 3º no ranking do Nordeste.

Com base no subsídio de 2022, o reajuste acumulado corresponde a 26,07%, sendo que 5,1% já foram implantados em 2024, em duas parcelas: uma em janeiro e outra em julho daquele ano.

Vale destacar que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de janeiro de 2023 a maio de 2025 foi de cerca de 12,69%, o que representa, além da reposição inflacionária, um ganho real de aproximadamente 13,38%. Em março de 2022 foi concedido o último reajuste linear aos servidores militares, no valor de 7%.

O reajuste salarial ocorrerá em duas etapas: uma em julho e a outra em dezembro de 2025. O reajuste terá um impacto na folha de pagamento estadual de mais de R$ 36 milhões por mês e 483 milhões ao ano.

Proposta

De acordo com o governador Carlos Brandão, a proposta será enviada nesta terça-feira (1°/7) para a Assembleia Legislativa do Maranhão para análise e votação dos deputados.

“Esse é um passo importante na valorização de quem cuida da segurança do Maranhão”, afirmou o governador Carlos Brandão sobre o aumento.

Nova pesquisa aponta avanço de Orleans Brandão que já aparece em segundo na disputa para o governo do Estado

Pesquisa do Instituto Nacional de Opinião Pública (Inop Previsão), divulgada nesta segunda-feira (23), aponta crescimento no desempenho do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), na disputa ao governo do Estado. Ele já ocupa a segunda posição nas intenções de votos dos eleitores.

No levantamento, em cenário estimulado, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), aparece com 36,24%, seguido por Orleans com 23,26%. Os dados também mostram Lahesio Bonfim (Novo), ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, com 18,25%, e o vice-governador Felipe Camarão (PT), com 10,98%. Além disso, 3,99% afirmaram que não votariam em nenhum dos pré-candidatos; e 7,28% não souberam ou não opinaram.

Como primeira opção para senador, o levantamento da Inop Previsão também aponta, em cenário estimulado, que o governador Carlos Brandão (PSB) tem a preferência de 36,21% dos eleitores ouvidos. O senador Weverton Rocha (PDT) aparece com 17,50%; o ministro do Esporte, André Fufuca (PP), soma 7,88%; o deputado estadual Dr. Yglésio (PRTB) tem 6,89%; e a senadora Eliziane Gama (PSD) tem 6,85%.

Também são citados na pesquisa para o Senado o deputado federal Pedro Lucas (4,83%) e o ex-prefeito de Santa Rita, Dr. Hilton Gonçalo (1,92%). Um total de 10,41% disse que não votaria em nenhum dos pré-candidatos e 7,51% não souberam ou não opinaram.

Já em segunda opção estimulada para o Senado, sem Carlos Brandão, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) aparece em primeiro, com 29,69%; e o senador Weverton Rocha é o segundo, com 10,93%. A senadora Eliziane Gama soma 7,36% e o ministro André Fufuca tem 6,75%. São citados, ainda, os deputados federais Pedro Lucas (5.86%) e Aluisio Mendes (5,53%) e o ex-prefeito Dr. Hilton Gonçalo (1,78%). Ao todo, 17,35% não votariam em nenhum dos pré-candidatos e 14,75% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa, o Inop Previsão ouviu um total de 2.132 pessoas.