O erro de cálculo de Orleans que pode lhe custar a eleição…

História política não é opinião, é fato. E quem tenta ignorar a história no Maranhão costuma pagar um preço alto nas urnas. O eleitor maranhense tem uma dinâmica muito própria quando o assunto é eleição presidencial versus eleição estadual. O povo vota em Lula? Vota. Sem precisar colocar os pés no estado, Lula arranca algo em torno de 70% dos votos por aqui, como tem sido nas eleições presidenciais desde 2006. Mas a história já cansou de nos ensinar uma lição fundamental: Lula não transfere voto no Maranhão.

Fosse assim, Felipe Camarão e Eliziane Gama estariam liderando com folga todas as pesquisas de intenção de voto. Se transferência fosse matemática exata, Roseana Sarney teria vencido em 2006 com o apoio ostensivo de Lula – e quem levou foi Jackson Lago. Em 2014, o petista voltou a apoiar o grupo governista com Lobão Filho e o Maranhão deu a vitória a Flávio Dino. É como se o eleitorado maranhense dissesse em alto e bom som a cada pleito: “Lula, eu voto em ti, mas não voto em quem tu mandar”.

Orleans Brandão parece completamente desatento a essa realidade.

Ao ir para as redes e para os palanques disparar que “quem é neutro é sabão”, se posicionando como o verdadeiro representante do lulismo e conclamando o povo a “fugir do obscurantismo”, Orleans comete um erro primário de estratégia. A fala soa desnecessariamente agressiva ao eleitor que vota em Flávio Bolsonaro e vota nele, Orleans.

Os mais de 40% que Orleans contabiliza nas principais pesquisas não vêm exclusivamente da bolha lulista. Boa parte desse eleitorado é composta por pessoas que votam nele para o governo do Estado, mas que preferem Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Quando Orleans resolve fazer críticas pesadas e desmedidas a Flávio Bolsonaro para provar uma pureza ideológica que o maranhense nunca exigiu dele, ele agride diretamente esse eleitor mais à direita que garante a sua competitividade.

Esse posicionamento afasta principalmente o eleitor da Região Tocantina – mais precisamente de colégios eleitorais importantes como Imperatriz e Balsas – um eleitorado alinhado fortemente com a direita e que vem dando uma votação expressiva em Bolsonaro e aliados desde 2018. Ao hostilizar esse eleitorado conservador do sul e do oeste do estado, Orleans o constrange e o empurra direto para os braços de Eduardo Braide.

O caminho maduro e pragmático para Orleans seria exatamente o oposto: a neutralidade. Ele deveria olhar ao redor e aprender com quem sabe fazer política de coalizão ampla em estados de dinâmica parecida.

Olhem para Ciro Gomes no Ceará ou para Raquel Lyra em Pernambuco. Ambos construíram palanques plurais, onde convivem em harmonia lideranças lulistas e bolsonaristas. Por reconhecerem a complexidade do seu eleitorado, declararam neutralidade em relação à disputa nacional para focar na gestão e na política estadual. Respeitaram, acima de tudo, o eleitor.

Se declarar neutro no Maranhão não é falta de lado; é inteligência política e respeito à pluralidade de quem vota. Querer vestir o figurino de candidato oficial do Lula, mesmo sem sê-lo, já que Lula apoia Camarão no Maranhão, é tentar se agarrar a uma muleta que a própria história maranhense já provou ser de barro.

Não sei quem está ao lado de Orleans lhe dando conselhos neste momento, mas de uma coisa eu tenho certeza: definitivamente não está sendo o melhor conselho.

Hugo Anunciato expõe motivos que o levaram a deixar grupo Brandão e apoiar Eduardo Braide

Na sessão desta segunda-feira (31) da Câmara Municipal de Colinas, o vereador Hugo Anunciato subiu à tribuna para explicar as razões que o levaram a deixar o grupo político do governador Carlos Brandão e declarar apoio à candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão.

O rompimento político já havia sido anunciado pelo vereador na semana passada. Desta vez, porém, Hugo dedicou seu pronunciamento a fazer um retrospecto de sua trajetória política e apresentar aos colegas e à população os motivos que, segundo ele, estão por trás da decisão.

Hugo lembrou que sua família mantém uma relação política histórica com o grupo Brandão desde 1992, quando ainda nem era nascido. Apesar dessa proximidade, ele afirmou que nas eleições que disputou antes de conquistar o mandato em 2024, não recebeu o respaldo que esperava do grupo ao qual sempre esteve ligado.

Segundo o vereador, em 2016, não houve estímulo nem apoio para sua candidatura. Quatro anos depois, em 2020, a situação teria se repetido.

Foi nesse contexto que Hugo relatou um episódio que, segundo ele, foi determinante para compreender sua posição dentro do grupo político. O vereador afirmou ter ouvido de Audreia Noleto, esposa de Marcus Brandão, que nem ele nem sua família seriam considerados pessoas de confiança do grupo.

O relato foi apresentado por Hugo como parte de uma trajetória que, apesar da histórica fidelidade política de sua família aos Brandão, não teria sido acompanhada pela mesma reciprocidade quando ele decidiu construir sua própria carreira eleitoral.

Ao justificar a escolha por Eduardo Braide, Hugo deixou claro que considera o atual prefeito de São Luís a melhor opção para comandar o Maranhão. O vereador destacou que Braide é um nome que já passou pelo crivo das urnas e que, em sua avaliação, teve sua gestão aprovada pela população de São Luís. Hugo também citou pesquisas que apontam o prefeito da capital entre os gestores municipais mais bem avaliados do país.

Para o parlamentar, seu apoio não representa apenas uma mudança de lado político, mas sim uma escolha baseada no nome que considera mais preparado e com melhores condições para disputar e governar o Estado.

O ponto mais forte do discurso, no entanto, veio no encerramento. Hugo afirmou que sua decisão também representa uma mudança na forma como pretende exercer o mandato. O vereador declarou que não será mais um parlamentar vinculado aos interesses de um grupo político e que não permitirá ser tutelado politicamente.

A partir de agora, segundo Hugo, sua principal referência será o eleitor que o colocou na Câmara Municipal de Colinas. A fala sintetizou o sentido que o vereador pretende dar à sua nova posição política: não apenas explicar por que deixou o grupo que acompanhou durante anos, mas afirmar que pretende construir uma atuação independente e diretamente ligada à população.

“Não serei vereador de um grupo. Não me permitirei mais ser tutelado por um grupo. Serei o vereador do povo que me elegeu”, afirmou Hugo ao concluir seu pronunciamento.

Vereador Hugo Anunciato rompe com grupo Brandão e declara apoio a Eduardo Braide em Colinas

O vereador Hugo Anunciato, de Colinas, decidiu deixar o grupo político do governador Carlos Brandão e declarou apoio à candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão. O movimento ganha peso no cenário político local porque Hugo, até então, integrava a base de apoio do prefeito Renato Santos e fazia parte do grupo que tem Orleans Brandão como candidato ao Palácio dos Leões.

Vereador de primeiro mandato, Hugo construiu sua trajetória política em Colinas a partir de um trabalho próximo da população, especialmente com ações voltadas para ajudar quem mais precisa. Mesmo mantendo alinhamento com o grupo Brandão, o parlamentar sempre preservou uma postura de relativa independência dentro da Câmara Municipal, não se limitando a seguir automaticamente as posições do grupo político ao qual pertencia.

A decisão de apoiar justamente Eduardo Braide, principal adversário de Orleans Brandão na disputa pelo Governo do Estado, coloca Hugo em uma nova posição no tabuleiro político de Colinas. Com o rompimento, o vereador passa a ser visto como a principal liderança de oposição no município, assumindo um protagonismo que pode crescer nos próximos meses.

O movimento também abre uma perspectiva para as eleições municipais de 2028. Aos poucos, Hugo Anunciato já começa a ser apontado nos bastidores como um dos nomes que podem disputar a Prefeitura de Colinas em 2028, em confronto direto com o atual prefeito Renato Santos, que deve disputar a reeleição. A movimentação promete mexer com o cenário político local e abrir uma nova disputa pela liderança da oposição.

Pelo visto Colinas já começa a olhar para 2028.

Depoimento de Gilbson Cutrim cita possível presença de Marcus e Orleans Brandão na cena do crime do Tech Office

Um trecho do depoimento prestado por Gilbson César Soares Cutrim Júnior à Polícia Federal, reproduzido pelo ministro Flávio Dino em decisão do Supremo Tribunal Federal que levou ao afastamento do conselheiro Daniel Brandão da presidência da corte de contas, além de relatar detalhes do encontro ocorrido no edifício Tech Office, em São Luís, entre Gilbson, Daniel Brandão, Beto Castro e João Bosco, que levou ao assassinato deste último, menciona também a possível presença de Marcus Brandão e seu filho Orleans Brandão no local.

Segundo o depoimento, Gilbson afirmou que Daniel Brandão teria marcado o encontro após uma conversa sobre assuntos relacionados ao pagamento de propina. Ao chegar ao local, ele encontrou Daniel Brandão, Beto Castro e João Bosco. O próprio relato é utilizado na decisão para sustentar a versão de que Daniel esteve no local e participou das tratativas que antecederam o episódio investigado.

É durante a descrição desse encontro que aparece uma informação envolvendo Marcus Brandão e seu filho Orleans Brandão. Gilbson afirma que, enquanto estava no local, percebeu a presença de Toyota SW4 cinza que, segundo ele, costumava ser usada Marcus Brandão e também por seu filho Orleans Brandão.

A informação ganha relevância porque, de acordo com a própria decisão, a reunião no Tech Office teria sido marcada por Daniel Brandão e contou com a presença de Gilbson, Daniel, Beto Castro e João Bosco. Imagens das câmeras de segurança do edifício também são mencionadas na decisão como parte dos elementos analisados pela Polícia Federal. Até então não se tinha falado da presença de outros membros da família Brandão no local.

Outro trecho reproduzido por Flávio Dino mostra Gilbson relatando que, após o encontro, Daniel teria mantido contato telefônico com ele. A decisão considera os depoimentos e as imagens do Tech Office relevantes para a investigação sobre as circunstâncias que antecederam o assassinato de João Bosco.

STF afasta Daniel Brandão da presidência do TCE-MA e impõe restrições

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o afastamento por 180 dias do conselheiro Daniel Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos e agentes ligados à estrutura política e administrativa do Estado. O afastamento foi uma das principais medidas cautelares solicitadas pela Polícia Federal e acolhidas na decisão.

Além de deixar temporariamente o comando do TCE-MA, Daniel Brandão ficou submetido a restrições destinadas a impedir eventual interferência nas investigações. Entre as medidas determinadas estão proibições de contato com pessoas relacionadas à apuração e de acesso ou utilização de determinadas estruturas do próprio órgão que preside, além de ter acesso a informações que possam estar relacionadas aos fatos investigados.

Dentre as pessoas que Daniel Brandão está proibido de manter contatos estão seus tios Carlos e Marcus Brandão e também o ex-secretário Raimundo Cutrim. O conselheiro também não pode manter contato de qualquer natureza com parentes de Gilbson Cutrim, assassino confesso do famoso caso Tech Office ou com qualquer parente deste até o terceiro grau.

A decisão cita ainda elementos que apontariam para possíveis irregularidades envolvendo contratos públicos, movimentações financeiras e pagamentos ilícitos, além de mencionar suspeitas de uma possível atuação direcionada da Polícia Civil do Maranhão no contexto dos fatos investigados.

De como a família Brandão concentra poder e não cumpre acordos políticos…

A concentração de poder dentro da família do governador Carlos Brandão tornou-se uma das principais marcas do governo. Ao mesmo tempo em que os principais espaços permanecem sob influência direta de familiares ou de pessoas de extrema confiança do grupo, a família também acumula episódios de acordos políticos que acabaram não sendo cumpridos.

O resultado é um modelo de poder cada vez mais fechado em torno do núcleo familiar, com pouca disposição para compartilhar espaços estratégicos com aliados. Deixaram de ler Maquiavel.

No centro dessa estrutura está Marcus Brandão, irmão do governador, e sua esposa, Audréia Noleto, apontados como figuras de maior influência dentro do governo. Sob a órbita do casal estão áreas estratégicas como Educação, Saúde, Comunicação e Cultura.

A lógica é simples: quando um cargo não é ocupado diretamente por alguém da família, a preferência recai sobre pessoas que já trabalharam com o grupo e gozam de absoluta confiança. “Alguém da cozinha deles”, como bem disse um vereador da cidade de Colinas aliado da família.

É nesse contexto que aparecem nomes como Liliane Neves, na Saúde, Jandira Dias, na Educação, e ainda Iêda Aragão – adjunta da Cultura, mas que manda mais do que o titular – ambas próximas de Audréia. Na prática, o controle político das secretarias ultrapassaria a relação formal entre governador e secretários, concentrando decisões no núcleo familiar.

Do outro lado da estrutura está José Henrique Brandão, ex-prefeito de Colinas por duas vezes e irmão do meio do governador. A ele são atribuídas fortes influências sobre a SINFRA, a SEPLAN e o Porto do Itaqui.

Na SEPLAN, até abril deste ano, o comando estava nas mãos de Vinícius Ferro, genro de José Henrique, que deixou o cargo para disputar uma vaga de deputado federal. Já o Porto do Itaqui, uma das estruturas mais estratégicas e cobiçadas do Estado, é administrado pela EMAP, atualmente sob o comando de Oquerlina Costa, que vem a ser uma ex-secretária de José Henrique.

A fotografia do governo, portanto, revela uma característica evidente: os espaços mais importantes estão concentrados entre familiares, parentes e pessoas com ligações quase que umbilicais com a família, geralmente um ex-empregado.

A concentração familiar seria apenas uma característica administrativa se não estivesse acompanhada de outro problema: a dificuldade de cumprir acordos políticos.

Nesse sentido, um dos dos primeiros episódios ocorreu exatamente em 2022.

Naquele ano, Flávio Dino, então governador e candidato ao Senado, articulou a união entre Carlos Brandão e Othelino Neto, que presidia a Assembleia Legislativa. O acordo previa o apoio de Othelino à candidatura de Brandão, em troca da continuidade de Othelino na presidência da Assembleia a partir de 2023. Também fazia parte da composição a indicação de Ana Paula Lobato, esposa de Othelino, como primeira suplente de Dino na disputa pelo Senado.

Othelino abandonou a candidatura de Weverton Rocha (aqui ninguém aparta!) e passou a apoiar Brandão. Depois da vitória eleitoral, porém, o compromisso em relação à presidência da Assembleia não foi mantido. Brandão apoiou a candidatura de Iracema Vale, que acabou assumindo a presidência da Casa e entregando o comando direto ao Marcus Brandão, que virou um tal de diretor de Relações Institucionais com poder de mando até sobre a própria presidente.

Outro episódio citado nos bastidores envolve Colinas, cidade de origem da família Brandão. Segundo a articulação política estabelecida entre as famílias Brandão e Barroso, o grupo ligado ao deputado federal Márcio Jerry teria ajudado os Brandão nas eleições municipais de 2016 e 2020. Em contrapartida, os Brandão apoiariam um nome dos Barroso na eleição municipal de 2024.

O compromisso, entretanto, não foi cumprido. Em vez de apoiar um integrante da família Barroso, no caso o vice-prefeito João Haroldo, o grupo Brandão, mesmo já de posse do Estado todo, lançou um nome de sua própria confiança para disputar a Prefeitura, o caso o ex-empregado da família Renato Santos.

O caso mais importante, porém, é o rompimento da composição que envolvia o vice-governador Felipe Camarão. A aliança estabelecida na sucessão de 2022 previa que Carlos Brandão deixaria o governo para disputar o Senado, permitindo que Camarão assumisse o Palácio dos Leões e disputasse a reeleição de 2026 como candidato do grupo, como fez Brandão em 2022.

Em vez de entregar a sucessão ao vice-governador, os Brandão, leia-se Marcus Brandão, preferiram trabalhar pela candidatura de Orleans Brandão, filho de Marcus Brandão, para o governo do Estado. Orleans, então com 30 anos e sem experiência anterior em mandato eletivo, passou a ocupar o centro do projeto político da família.

A escolha sintetiza a lógica que vem sendo apontada pelos adversários do grupo: quando chega a hora de dividir o poder com um aliado, prevalece a opção por alguém da própria família.

Mas o projeto familiar não se limita a Orleans. Mariana Brandão, filha de Marcus Brandão, ocupa atualmente a vice-prefeitura de Paço do Lumiar. Assim, em poucos anos, o sobrenome Brandão passou a ocupar posições estratégicas em diferentes níveis da estrutura política maranhense.

É justamente essa expansão que alimenta a crítica de que o grupo estaria transformando o governo em uma espécie de condomínio familiar, no qual os principais espaços são distribuídos entre parentes e pessoas de confiança.

Dentro desse cenário, Marcus Brandão aparece como uma das figuras centrais. Conhecido nos bastidores por seu temperamento explosivo e por exercer forte influência sobre o irmão governador, Marcus é apontado por adversários como um dos principais responsáveis pela mudança de rota em relação aos antigos acordos políticos.

Foi ele, segundo essa avaliação, quem resistiu à manutenção de Othelino na presidência da Assembleia, e quem teria participado da decisão de não cumprir os acordos com os Barroso, e quem ainda mais pressionou para que o projeto eleitoral da família fosse levado adiante com Orleans Brandão, seu filho, como candidato ao governo.

Ao lado da esposa Audréia Noleto, Marcus passou a representar o núcleo mais influente da família dentro do Palácio dos Leões. O problema para os Brandão é que a mesma estratégia que fortalece o controle interno pode produzir isolamento político externo. Quanto mais espaços são concentrados na família, menor tende a ser o espaço reservado aos aliados. E quanto mais acordos são rompidos, maior é a dificuldade de construir novas alianças.

A questão que começa a se colocar no cenário político maranhense é justamente essa: até onde um grupo consegue avançar mantendo o poder concentrado dentro da própria família e, ao mesmo tempo, dispensando antigos aliados?

Para os críticos do governo, a resposta já estaria sendo dada pela própria trajetória recente dos Brandão: o grupo não apenas concentra poder — teria também dificuldade de dividi-lo quando chega a hora de cumprir os acordos que ajudaram a construí-lo.

Com as recusas de Iracema, Neto e Duarte, Brandão ressuscita defunto Edivaldo…

Os Brandão tentaram emplacar a deputada Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa, como vice do reborn da família Orleans Brandão. Ela recusou de pronto. Depois sondaram o também deputado estadual Neto Evangelista que também recusou a oferta. E por último chegaram a fechar com o deputado federal Duarte Júnior que, após alguns alertas de amigos, também recusou e disse que vai concorrer ao Senado.

Duarte fez algumas exigências pra topar ser vice de Orleans, sendo a principal delas a Secretaria de Segurança Pública com Justiça e Procon tudo dentro. Os Brandão toparam de cara, o que já teria deixado Duarte desconfiado.

Acordo sacramentado, faltava marcar a data do anúncio. Marcus Brandão, irmão do governador, pai de Orleans e também coordenador de tudo da pré-campanha do filho, teria ligado na quarta-feira à noite para alinhar o anúncio que seria neste sábado. Do outro lado da linha um Duarte mais cauteloso que no primeiro encontro teria dito: “um momento, amigo Marcus, só terminar aqui uma reunião com uns assessores e já te retorno”. Não só não retornou como na reunião não eram assessores, mas sim Marcio Jerry e Othelino. Os dois teriam aberto a cabeça de Duarte sobre os riscos que teriam um acordo com Brandão.

Marcio Jerry teria elencado todas as trairagens de Brandão desde que entrou na política, principalmente as que foram vitima sua família. Jerry falou do acordo de 2016 para apoiar a candidata dos Brandão em Colinas – que não foi cumprido pelos Brandão, que seria colocar o irmão João Haroldo nas eleições de 2020 – e falou também do não cumprimento do acordo repactuado para 2024, quando novamente não foi cumprido e eles em vez de apoiar João Haroldo optaram por um ex-empregado da família.

Na vez do alerta de Othelino ele começou pela traição mais recente: o não cumprimento do acordo feito em 2022 para apoiar Felipe Camarão agora em 2026, depois falou da traição da qual ele em pessoa foi vítima, também de 2022, quando decidiu apoiar Brandão em troca do apoio do governador para que ele permanecesse na presidência da Assembleia Legislativa. Como se sabe, Brandão preferiu apoiar Iracema Vale em em vez de Othelino. “Não cumprem acordos e são traidores. Traíram a mim, traíram o companheiro Othelino, traíram Flávio Dino e vão te trair. Eles carregam o vírus da traição”, teria dito Marcio Jerry.

Ao lado da esposa Karen que até outro dia era dona do Procon, Duarte Jr nem pensou duas vezes, pegou o celular e começou a gravar um vídeo dizendo que não seria candidato a vice de Orleans, mas sim candidato ao Senado.

Com a terceira recusa, os Brandão então partiram por plano D, que era o ex-prefeito da Capital, o insosso Edivaldo Holanda Jr. Deitado em berço nada esplêndido da política desde 2022, quando ficou em quarto lugar em São Luís, com menos de 10% dos votos, ficando atrás Lahésio e Weverton, Edivaldo pretendia retornar à cena política este ano quando iria disputar uma vaga para a Assembleia Legislativa.

Ao ser ressuscitado pelos Brandão, Edivaldo Jr viu nisso também uma tábua de Salvação. Sentindo-se importante pelo convite, o ex-prefeito da Capital ousou até fazer alguma exigência aos coronéis de Colinas: quer o apoio do governo para tentar voltar à prefeitura em 2028.

Os Brandão, claro, como sempre fazem, prometeram que sim, que Edivaldinho terá tudo o que quiser, apoio, dinheiro, a prefeitura, o diabo.

Marcus, o Brandão mais afoito, ao lado da esposa, a espalhafatosa Audréia, sentou-se no mesmo sofá que Edivaldo e, com uma mão sobre os ombros do ex-prefeito, jurou por Deus que cumpriria todos os acordos feitos ali.

O problema mesmo foi a outra mão jogada para trás e os dois dedinhos cruzados…

Vice-prefeito de Loreto declara apoio a Adelson Filho e Alessandro Costa

O cenário político de Loreto ganhou um novo capítulo nesta semana com a declaração de apoio do vice-prefeito Luís Filho a Adelson Filho e Alessandro Costa.

Luís Filho, uma das principais lideranças políticas do município, oficializou seu apoio durante um encontro com os dois líderes, reforçando seu compromisso com projetos que visam o desenvolvimento de Loreto e o bem-estar da população.

“O meu apoio a Adelson Filho e Alessandro Costa é fruto de diálogo, alinhamento de ideias e compromisso com uma gestão participativa, que escuta o povo e trabalha de forma transparente. Loreto precisa avançar, e acredito que essa é a melhor escolha para o futuro do nosso município”, afirmou o vice-prefeito.

Adelson Filho e Alessandro Costa agradeceram o apoio e destacaram a importância da união com lideranças locais na construção de um projeto político sólido e voltado para as reais necessidades da população.

A adesão de Luís Filho ao grupo reforça ainda mais a articulação política em torno dos nomes de Adelson e Alessandro, e deve repercutir fortemente nas eleições de 2028.

Portal da Câmara Municipal de Colinas ganha Selo Diamante em transparência

O Portal da Câmara Municipal de Colinas conquistou a mais alta certificação em transparência pública: o Selo Diamante, concedido após o órgão atingir nota máxima em avaliação de acesso às informações e prestação de contas.

A conquista é resultado do trabalho liderado pela presidente da Casa, vereadora Karol do Júnior Costa, que destacou o compromisso da atual gestão com a transparência.
“Tudo aqui é transparente, todos os gastos com o que há de mais barato ao produto mais caro, folha de pagamento de pessoal, tudo”, afirmou a presidente.

Karol do Júnior Costa ressaltou ainda que esse feito coloca a Câmara Municipal de Colinas em posição de destaque no cenário estadual. “Outras câmaras municipais do Estado também atingiram essa nota, a exemplo de Mirador, João Lisboa e outras. Para nós, de Colinas, é uma gratificação, uma honra saber que estamos no caminho certo”, frisou.

O desempenho positivo é fruto do empenho conjunto da equipe da presidência, composta pelos assessores diretos Lamark Cristiny (jurídico); Gustavo Macedo (contador); Letícia (procuradora); Antonio Jorge (digitador); Alex Teixeira (secretário-geral); Antonio Carlos (portal); Jerônimo (licitação); além dos auxiliares Hugo e Erinalda.

Com o Selo Diamante, a Câmara Municipal de Colinas se consolida como referência em gestão pública transparente, reforçando o compromisso de aproximar o cidadão das ações legislativas e garantir acesso facilitado a todas as informações do Poder Legislativo municipal.

Ensina Leo do Banco! – Em menos de 8 meses, prefeito de Jatobá realiza mais obras que gestão anterior em quatro anos

A cidade de Jatobá vive um novo momento administrativo. Em menos de oito meses à frente da Prefeitura, o prefeito Léo do Banco já conseguiu superar em números e qualidade o que não foi feito durante os quatro anos da gestão anterior, comandada por Robertinho, marcada por críticas e apontada por muitos moradores como um período de desgoverno pior que Jatobá ja viveu.

Atualmente, Jatobá conta com mais de 12 obras em andamento. O volume de investimentos e a velocidade das ações têm chamado a atenção da população, que destaca nunca ter visto tantas frentes de trabalho acontecendo ao mesmo tempo na história do município.

Na área da saúde, o salto é considerado histórico. Nesta terça-feira (27), foi inaugurado o mais moderno sistema de raio-x digital da região, com emissão imediata de laudo, o que facilita o diagnóstico dos médicos e garante mais rapidez no atendimento aos pacientes. Além disso, a cidade agora conta com uma sala de eletrocardiograma, serviço inédito em Jatobá.

Diante desse cenário de avanços, a oposição local tem encontrado dificuldades em formular críticas consistentes à atual gestão. Enquanto isso, a população comemora a transformação em áreas como infraestrutura, saúde e serviços básicos.

Com pouco tempo de governo, Léo do Banco já consolidou sua administração como uma das mais produtivas da história de Jatobá, quebrando paradigmas e trazendo esperança de dias melhores para a população.